Mais uma guinada escancarada na linha editorial do Correio do Povo.
Muitas vezes a cobertura das construções de hidreelétricas chamava a atenção por apresentar o lado dos atingidos pelas Barragens e, mesmo que superficialmente, os impactos da obra na paisagem.
Desta vez a coisa foi bem diferente. Ocupando quase uma página inteira da edição dominical (que aliás não veio com a coluna do Gaspari) a matéria sobre munícípios inundados mostra o lado "bom" das receitas com royaltes, indenizações e aí vai. Deve ser uma mina de ouro. Grana limpa em caixa, menos investimento nas áreas rurais.
Tem que ver como é que fica depois que a vida útil da barragem findar....
CORREIO DO POVOPORTO ALEGRE, DOMINGO, 13 DE MAIO DE 2007
Prefeitos estão animados com investimentos
Gaúcho de Esmeralda, o prefeito de Anita Garibaldi - cidade catarinense com maior área atingida pela barragem da Usina Hidrelétrica Campos Novos -, Rui Cândido Duarte, comemora o incremento orçamentário. Em abril, a prefeitura recebeu R$ 66 mil referentes ao funcionamento de apenas uma das três turbinas. Para maio, serão R$ 186 mil, já que duas turbinas estarão operando a pleno. O município também recebe royalties das usinas hidrelétricas Barra Grande e Machadinho. As compensações representam incremento mensal de 30% no orçamento, equivalente a R$ 250 mil.
'Esse dinheiro é a salvação de Anita Garibaldi', atesta Duarte. Os recursos estão sendo aplicados em infra-estrutura, saúde, educação, incluindo o custeio do transporte escolar. Mas as comemoração não são plenas para o administrador de Anita Garibaldi, apelidada de 'Cidade dos Lagos'. Em função da implantação das três usinas, o município perdeu 2 mil dos 12 mil habitantes que tinha. Já em Campos Novos, onde o orçamento mensal está em R$ 2,3 milhões, o prefeito Nelson Cruz projeta contar mensalmente com R$ 4,6 milhões, a partir de janeiro de 2009, por conta dos incrementos financeiros dados pela usina.
De acordo com o prefeito, a hidrelétrica impulsionou a economia, a cultura e a infra-estrutura por intermédio dos royalties e dos valores agregados, incluindo a geração de ICMS. 'Se minhas projeções estiverem corretas, vamos dobrar a arrecadação e, com isso, conseguiremos investir', argumenta. Cruz lembra que antes da implantação da usina, Campos Novos tinha apenas três lojas de eletrodomésticos e, agora, são 13. 'Passamos a contar com três indústrias do setor metal-mecânico e com 13 cooperativas que atuam nos segmentos de ração, avicultura de postura e suinocultura', enfatiza.
Os efeitos pós-hidrelétrica também são festejados por Luiz Antonio Zanchett, prefeito de Abdon Batista. 'A Campos Novos assegurou a elevação de 30% no Fundo de Participação dos Municípios e o repasse mensal de R$ 326 mil de royalties quando as três turbinas estiverem operando a pleno', contabiliza. Para Abdon Batista, que não contava sequer com vias pavimentadas, o repasse literalmente significa progresso. 'Estamos levando também água para todos os nossos distritos.'
16 maio 2007
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